Bariloche – Não importa a estação!

Bariloche

Escolher um hotel bem localizado em Bariloche pode ser um diferencial na economia. Se você não for visitar cidades vizinhas não há porque alugar um carro, dá para fazer tudo a pé. Por isso escolha um hotel que fique próximo ao centrinho. Quando for procurar no mapa coloque “centro cívico” e procure nas redondezas. A principal Avenida é a San Martin.

Se preferir mais liberdade para outros passeios é bom estar de carro pois a região tem muito a oferecer. Não se preocupe com a estação do ano. Bariloche deve ser linda nos 365 dias.

A pequena cidade é voltada basicamente ao turista. Os destaques são para os lagos, estações de esqui, restaurantes e chocolaterias.

Centro

No centro cívico você já começa a se encantar por Bariloche. As construções estilosas em pedra, o espaço aberto para caminhar e a vista para os jardins e o lago formam uma linda cena. Nessa região fica o centro de informações ao turista (há banheiros ai).

Se você quiser uma foto (paga) com um cão São Bernardo esse é o lugar. Eles ficam na praça prontinhos para os cliques.

Adentrando os portais você segue no calçadão de Bariloche. Várias lojinhas de souvernirs, roupas de inverno, cafés, restaurantes e lojas de chocolate. Dá pra passar o dia caminhando por lá.

Nesse passeio tive um acompanhante. Um cãozinho resolveu ser meu guia turístico. A principio não dei bola para ele, mas ele me seguia de loja em loja e esperava à porta. Fiz o caminho do centro todo com ele atrás. Depois revolvi voltar no carro (que estava no hotel) para pegar a câmera e registrar o centrinho para vcs e ele foi junto. Chegando no carro achei um pacote de bolacha de agua e sal, foi ai que ele não me largou nunca mais, hehehehe. Ele fez todo o caminho do centro novamente. E pra se desfazer dele… foi uma dureza. Tivemos que despista-lo para que não seguisse o nosso carro na rua e corresse risco de se machucar.

Lagos

Bariloche é cercada de Lagos. A área é conhecida como Região dos Sete Lagos. No verão há muitos campings abertos nesses lagos e o pessoal mais aventureiro costuma fazer o circuito de bicicleta, acampando de lago em lago.

Os lagos são cristalinos e no verão funcionam como praia. (Nesse dia estava ventando muito)A diferença é que não tem areia e sim pedrinhas. A água é gelada sim, mas no verão dá para entrar ou aproveitar um sol na orla.

Há passeios de barco também.

 

Estações de esqui – Teleféricos

Os cerros são altamente frequentados no inverno pelos esquiadores, mas no verão também há lindas paisagens para apreciar. Pelos relatos de blogs (e pelo pouco dinheiro que tínhamos) escolhemos subir apenas em um, e a decisão foi pela melhor vista. As opções principais eram: cerro tronador, cerro Otto e cerro Campanario. Ficamos com o último.

No Cerro Campanario pagamos 200 pesos para subir e descer de teleférico. Depois de tudo que já havíamos caminhado em Torres del Paine e Ushuaia não queríamos subir mais nenhum morro a pé, kkk.

Já na subida você tem uma vista super bacana. Lá em cima tem um pequeno mirante. No dia que fomos estava até calor no pé do cerro, mas o Thiago percebeu que quem descia vinha todo agasalhado e perguntamos na recepção se era preciso uma blusa de frio e o atendente confirmou que sim. Lá em cima é bem gelado e venta demais. Precisávamos segurar o tripé da câmera senão caia. Há banheiros lá em cima.

Restaurantes e Chocolaterias

Os restaurantes são muitos. Nem tenho como fazer muitas recomendações. Há de todos os tipos e valores, veja o que se encaixa melhor no seu bolso. Eu e o Thiago estávamos meio cansados da comida argentina (ainda mais que eu havia passado muito mal dias atrás) então na primeira noite escolhemos um restaurante mexicanos e foi muito bom. No outro dia escolhemos pelo prato: provar as trutas da região não pode faltar no seu roteiro.

Vamos à sobremesa. As lojas de chocolates são muitas. Até entramos em várias, mas era tudo muito parecido. Optamos por comprar lembrancinhas na Del Turista, loja grande com uma ilha onde você vê a produção dos bombons. Tem muitas promoções. Peça o vale desconto para o mocinho que fica na entrada. Os sorvetes de lá são maravilhosos, experimente.

Agora se você quiser se encantar mesmo vá na Mamuschka. Além de ser um chocolate mais fino e melhor (mais caro também) a decoração é fofíssima. Tudo é voltado para as bonecas russas que encaixam dentro uma da outra e pintadas à mão. Como fui na virada de 2017 ainda tinha decoração de natal, mas a loja é um charme só por conta das bonequinhas. Não deixe de provar os chocolates recheados de lá. Se você for comprar a moça sempre deixa você provar antes, é só fazer aquela cara de que não sabe qual escolher 🙂

obs: olha meu companheiro aí na foto

Vila Angostura e San Martin de Los Andes.

Na região de Bariloche há muitas belezas. Se você tiver tempo vale a pena conferir as cidades da redondeza. Em nosso roteiro resolvemos dormir em San Martin de Los Andes, para ja ficar mais perto da fronteira com Chile, já que íamos para Santiago no próximo dia. Assim tiramos a tarde para subir a estrada conhecendo esses lugares, porém nos arrependemos. O lugar merecia uma parada de uns 2 dias!

Saindo de Bariloche a próxima cidade é Vila Angostura. A RN(ruta nacional)40, passa por dentro da vila. Os dois lados da pista têm restaurantes, cafés e lojas. Lugar legal pra dar um rolé. Na sequência do estrada você irá em direção aos lagos. Coloque no GPS rua Cacique Antriao. Lá está uma das prainhas. O pessoal vai pra andar de caiaque e stand up ou até mesmo nadar. No final dessa rua fica a famosa Puente Peatonal (Ponte do pedestre). Embaixo dessa ponte passa o rio correntoso (o menor da Argentina). Ele une dois lagos. Nunca vi água tão cristalina num rio!!!  

San Martin de Los Andes

Paramos tanto pelo caminho que acabamos chegando tarde em San Martin. Mas pelo que vimos a cidade é bem charmosa. Muitas casas de madeira e Pedra. O centro é bem ajeitadinho e com vários restaurantes. Achamos os preços por ali mais salgados no geral, desse hospedagem até alimentação.

Dormimos em San Martin e saímos cedinho (6h30) em direção ao Chile. Eu achei que era muito cedo, mas Thiago disse que seria necessário. E foi! Pegamos a mais demorada fronteira de nossas  vidas. 5 horas!!!!! Para cruzar da Argentina para o Chile. Essa foi a fronteira mais diferente que passamos, pois ela fica no meio de uma reserva florestal e até a estrada é de terra. Fica literalmente no meio do nada. Pelo menos para agraciar “o dia dentro do carro” ganhamos esse estupendo arco-íris!  Até Santiago!

 

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