Mais um lugar desconhecido da Argentina para você colocar na sua lista: Monte León

 #PARTIU Ushuaia! (Parte 1) Encontrando Monte León

O Parque Nacional Monte León estaria em nosso caminho e nem sabíamos! A nossa intenção era sair em direção a Ushuaia bem cedo, tipo 5 da manhã, pois teríamos mais de 900km  pra rodar e duas fronteiras pra cruzar. Pra quem não sabe a cidade de Ushuaia é Argentina, mas para se chegar lá por terra é preciso passar em uma parte do Chile. Então você entra no Chile e depois de alguns kms volta pra Argentina.

Bom, mas voltando a partida, é claro que não saímos as 5h, kkkk. A recepcionista da Hosteria que ficamos disse que o café normalmente é servido as 7h30, mas que excepcionalmente seria servido as 6h30 pois alguns hóspedes o haviam solicitado. O Thiago nem liga pra café da manhã, mas eu adooooro. Então insisti e ficamos pro café, acabamos saindo as 7h30. Ainda estávamos dentro do tempo previsto, mas por pouco tempo.

Pegamos a estrada

Eu fui dirigindo e o Thiago fotografando. Nessa altura do caminho haviam vários guanacos. Pra quem nunca viu um, é uma espécie, que pra mim, parece uma mistura de lhama, camelo e ganguru. Eles são fofos e medrosos. Ficam pela beira da estrada comendo, mas se você encosta o carro fogem em disparada (por isso na maioria das fotos eles estão de costas, kkk).

É um perigo atropelar um desses (vimos vários mortos pelo acostamento). Esses animais ficam em grupos e se um fica pra tras e o restante atravessa a pista, o desgarrado fica doido pra voltar ao grupo. Há muitas placas indicando a presença de guanacos, já que são muuuuiitos.

E se vc está se perguntando se não tem cerca, tem sim! Até chegar em Ushuaia há cercas de fora a fora nas propriedades rurais, o problema é que os guanacos saltam sobre elas com a maior facilidade do mundo. Com o tempo curto, combinamos que só pararíamos pra fazer imagens de guanacos se fosse bem top. Essa ai de baixo ficou boa, né?! Digam: Xiiiiiis

Isla Pavon

Após uns 120km da saída encontramos um lugar lindo. Se você for fazer essa rota com certeza tem que dar uma paradinha lá. Chama-se Isla Pavon.

A água do rio é cristalina e tem um cor invejável. O que mais nos encantou ali foi a ponte vermelha. Realmente um bom lugar para uma pardinha e muitas fotos.

Se desejar estender a parada e passar uns dias em meio ao verde (raro na Patagonia) o complexo turístico oferece camping pago com churrasqueira, tomadas e banho quente. Aceitam motorhomes e não aceitam pets. Foi a partir desse ponto que a temperatura começou a baixar e começamos a usar as roupas de frio.

SURPRESA!

Há uns quase 200km depois que saímos de San Julian vimos placas para um parque nacional, que não estava em nosso roteiro. Já havíamos passado a portaria central do parque Monte León (onde se cadastra gratuitamente) quando o Thiago viu uma placa “PINGUINERA”. Olhamos um pra cara do outro e falamos “vamos!”.

Fiz o retorno e entramos na estradinha de terra do Parque Nacional Monte León. Visitar os pinguins já era nosso plano, mas seria só mais ao sul, lá em Punta Arenas-Chile. Esses passeio a pinguineiras eram bem caros em Ushuaia e em Punta Arenas também era pago (apenas um pouco mais em conta). Bom resumindo pros mochileiros de plantão: No parque Nacional Monte Leon você pode ver os pinguins de graça!!!

Mais sobre o Parque Nacional Monte León

Esse é um parque nacional novo na Argentina, criado em 2004.  A costa é cheia de grutas, ilhas e recifes. O Monte León tem colônias de leões marinhos e pinguins. O mar tem água de tons verdes e é refugio para os golfinhos-de-commerson (uma espécie preto e branca) e baleias-franco-austrais. Não conseguimos ver as baleias nem os golfinhos, mas vimos os pinguins e os leões marinhos.

O parque é grande. Se eu pudesse voltar com certeza gastaria um dia todo por lá, pois tem até área de camping. Agora que você já sabe, se estiver na rota 3 reserve uns dias para essa belezura.

Pinguinera- Para chegar a pinguinera você pega uma trilha de 2km.

A trilha é bem suave, mas fique atento, há restrições de horários pra visita por causa dos pumas. Eles pedem que você não caminhe sozinho e nem depois das 17h. Graças a Deus não vimos nenhum puma (e nem queríamos ver!), mas as pegadas estavam por toda parte. Nas placas do parque Monte León há instruções do que fazer caso encontre um puma. Leia tudo, cautela nunca é demais.

Bom depois da caminhada na trilha, quase chegando nos pinguins avistamos lindos guanacos e o mar ao fundo, vimos também espécies de aves que nunca tínhamos visto.

Já escutávamos o barulho do pinguins e eram muitos! Uma colônia bem grande de pinguins-de-magalhães, cheia de filhotes fofuchos! (60 mil segundo a wikipedia). Nessa região não tem neve no verão. Os pinguins procuram essas áreas mais quentes para ter os filhotes.

Ao final da trilha tem um mirador, onde você pode ver a praia e os pinguins nadando. Não é permitido descer a praia, nem invadir o ninho dos bichinhos. O caminho dos turistas é demarcado por cordas. O vento lá é bem forte, já característico da patagônia.

Segunda parte do parque

Voltamos bem rápido pela trilha, pegamos o carro e fomos para a Ilha de Monte León.

É uma grande ilha rochosa, lotada de aves e cercada pelo mar verde. É linda de se ver de vários ângulos!  Já havíamos estourado em mais de 2 horas nossa viagem, mas ainda demos uma passadinha pra ver os leões marinhos.

Uma parte muito legal do parque é La Olla, uma formação rochosa com uma grande cavidade, espécie de caverna/gruta com 30m de altura, que infelizmente não deu tempo de conhecer. Como eu já disse, tinha que ficar muito mais tempo por ali… Mas o relógio nos apertou e voltamos. A estradinha de terra tem uns 18 km.

Na estradinha de terra do Parque Nacional Monte León, assim como na beira da pista, vimos um bichinho que como uma ema pequena. Chama-se Nhandu. Elas se camuflam muito bem na vegetação patagônica.

Seguindo viagem

Já de volta a pista aceleramos até Rio Gallegos, cidade já quase na fronteira com o Chile. Estávamos preocupados porque não tínhamos pesos chilenos ainda e quando cruzássemos a fronteira precisaríamos pegar a balsa. Então fomos para a cidade em busca de bancos ou casas de câmbio. Mas nossa busca falhou. Nos deparamos com o comércio fechado. Então descobrimos que após o Natal há o “descanso” e por isso muitas lojas não abrem.

Como não conseguimos trocar o dinheiro ficamos pensando em alternativas e lembrei que fazia parte de um grupo no facebook de viajante da patagônia (muito bom por sinal, recomendo, dá pra tirar muitas dúvidas por lá. Chama-se Mochilão-Patagônia). Perguntei ao grupo se a balsa aceitaria pesos argentinos e rapidamente uma pessoa me respondeu que sim e já me passou o valor de AR$470 (dez/2016). Ficamos aliviados. A essa altura já era tarde e até os restaurantes já estavam fechando.

Voltamos então num posto que havíamos abastecido e comemos na conveniência. Esse foi um dos únicos postos com boa conveniência que paramos (apesar de que o atendimento argentino ficar sempre a desejar). A maioria dos postos não tem restaurantes, apenas itens industrializados de conveniência. Felizmente esse tinha, era um YPF, cuja a loja de conveniência chama-se Full. Comemos e partimos com pressa rumo a fronteira com o Chile. O posto que você mais vai encontrar é o YPF, mas há outros como Shell, Axion (bem moderno) e até Petrobrás. Para peguntar onde há um posto use a expressão gasolinera ou estacion.

 

2 comentários Adicione o seu

  1. Bablofil disse:

    Thanks, great article.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *