Mendoza, muito mais que só vinícolas!

Mendoza

Dá pra ser mais perfeito esse lugar? Mendoza: Oh cidade linda. Se você ama natureza vai ficar impressionado com a quantidade de árvores, e a imensidão das mesmas em Mendoza.

Essa cidade argentina fica bem próxima à fronteira do Chile, então fazer um bate-volta à Santiago ou vice-versa é sempre interessante e você já aproveita pra colecionar mais um carimbo no passaporte. (lembrando que para viajar na Argentina e Chile o passaporte não é obrigatório para brasileiros, o RG válido já basta).

 

Caminho Santiago-Mendoza

 

Se você optar por cruzar a fronteira de quebra vai ganhar a vista maravilhosa da Cordilheira dos Andes. O caminho vale muito a pena, então se você vier de ônibus fique na janela 🙂

 

O caminho no verão é bem tranquilo. A pista é boa, apesar das inúmeras curvas. Na parte que chamamos caracol as curvas chegam a ser numeradas. Saindo de Santiago para Mendoza você irá subir o caracol e a velocidade não passa de 30km/h.

A estrada tem muitos túneis com cobertura anti-neve. Se nevar demais esse caminho é interditado, então fique atento e se informe caso esteja viajando no inverno.

No meio do caminho há o parque do monte Aconcágua. Paramos na recepção para comprar o ingresso e ter as informações de tempo de caminhada, mas não deu certo. A recepcionista, muito simpática, saiu em direção a porta, olhou para fora e disse: hoje vocês não vão conseguir ver nada do monte, ele está encoberto, não gastem à toa. Continuamos a viagem apreciando a paisagem e o Aconcágua ficou para uma próxima.

Mais à frente está a Puente del Inca. É só dar uma encostadinha. Você não vai gastar nem 10 minutinhos para registar uma foto do local.

Vinícolas

Mas vamos voltar a falar de Mendoza.  A cidade é conhecida como capital do vinho.Os vinhedos são incríveis. Não irei recomendar nenhuma vinícola pois não sou especialista, mas simplesmente escolha algumas e vá.

As plantações são extensas e várias possuem elegantes (e caros) restaurantes. No inverno as plantações ficam mais “peladas”. Fomos em janeiro, estava tudo verdinho, mas ainda não era a época da colheita.

Mesmo se você não visitar nenhuma vinícola (várias possuem entrada gratuita), verá as plantações pela pista. A cena é digna de fotos: vinhedos e montanhas.

Se você optar por conhecer as vinícolas, vai aprender mais sobre a produção dessa bebida e seu processo de fabricação. As fotos abaixo são da vinícola Catena Zapata, com entrada gratuita. De quebra ainda ganhamos uns pêssegos deliciosos do guarda que foi muito atencioso.

Olivícola

Na Olivícola Laur optamos pelo tour guiado pago, com direito à degustação no final. Pagamos 100 pesos por pessoa em 2017. Não agendamos, chegamos no local e a recepcionista disse que haveria um grupo de pessoas dentro de meia hora e que podíamos nos juntar a eles.

O tour pode ser em inglês ou espanhol. A princípio nosso grupo era em inglês, mas os gringos atrasaram e fomos num grupo de argentinos mesmo. Se quiser agendar sua visita aqui está o contato da empresa:

Olivícola LAUR

Videla Aranda 2820

+54 261 499 0716

olvlaur.com

O lugar é um museu do azeite. O passeio se inicia nos campos de oliveiras. A árvores são centenárias, lindas de se ver, com troncos retorcidos. Na época em que fomos haviam pequenas azeitonas. (lembrando que a azeitona preta é a mesma que a verde, só mais madura).

Depois a guia nos mostrou os processos de prensa e retirada de óleo de antigamente. Dentro do primeiro barracão pudemos ver também o processo atual da extração à frio, ou seja, do azeite extra-virgem.O local é todo bem decorado com peças de época.

Depois que aprendemos sobre o azeite vamos para o galpão de produção de vinagre balsâmico. A Laur produz um vinagre balsâmico nos moldes italianos (mais simples é claro) porém com textura espessa e levemente adocicado. É muito bom e vale a pena trazer uns pra casa.

Ao final do passeio vem a melhor parte: a degustação! Eles colocam os 5 azeites fabricados pela Laur, o balsâmico da casa e um balsâmico italiano. Acompanham torradas, pães e antepastos. As azeitonas da empresa também estão na degustação.

Compramos vários itens e nos arrependemos de não ter comprado mais, pois essa linha mais “fina” de azeites não vende nos mercados da região.

O centro

O centro de Mendoza é bem legal. Tem um tamanho razoável e é sempre movimentado. Lugar para estacionar é difícil e acabamos pagando estacionamento para não perder muito tempo. Se você quer saber por onde começar a conhecer o centro coloque Peatonal Sarmiento no gps. Essa parte é o que chamaríamos de calçadão. Tem muitos restaurantes com preços baixos e cafés na região. Almoçamos por ali.

A região tem várias praças, as principais são: Plaza Chile, Plaza San Martin, Plaza Espana, Plaza Italia e a maior Plaza Idependencia Mendoza (tamanho de 4 quadras). Circulando essa ultima praça há vários restaurantes, e eles continuam pela rua Sarmiento.

Há dois lugares que comemos e que recomendo: Uma pizzaria até bem parecida com as de São Paulo: PIZZARIA VICENTE (o que é uma raridade, já que as pizzas argentinas são bem inferiores) e um restaurante a la carte na esquina da praça: BUTE (chegue cedo que você pode pegar as promoções do happy hour)

Não deixe de conhecer o supermercado COTO. Pensa num mercado top. Tem uma seção inteira de decoração pra casa. Serviço de alimentação pra levar (boas empanadas). Ampla área de eletrodomésticos (220w!!!!).

Thermas

Um dos dias em que estávamos lá resolvemos conhecer o Thermas de Cacheuta. Não recomendo o lugar, primeiro que é muito longe, segundo que é uma “muvuca”. Nem entramos. Estava tão lotado que era impossível disputar uma gota de água das piscinas. Era uma verdadeira farofada, uma monte de gente fazendo churrasco, pic-nic tudo junto e misturado. Privacidade zero. Além dos valores absurdos para estacionar o carro. Nem tirei fotos do local.

Fomos embora e no caminho paramos numa prainha municipal. A entrada é paga (não lembro o valor, mas não é caro) e tem direito a guarda sol. Há banheiros químicos no local. A água vem das geleiras pelo rio Mendoza. Estava bem calor no dia, quase 38°, mas mesmo assim a água era gelada.

Parque

Reserve um dia para o parque General San Martin. Esse parque é cortado pelas ruas da cidade. Então não estranhe se estiver andando de carro e passar por dentre esses portais.

O parque é lindo e fica cheio nos fins de tarde. Há lagos, pista para caminhar, fontes e até uma pista de canoagem.

As árvores, como em toda cidade, são gigantescas. Na cidade toda você vai reparar que há valas (cuidado pois são até fundas as vezes) que correm água limpa. Essa água circula por toda cidade, é algo incrível.

Assim as árvores se aproveitam da irrigação contínua e crescem a todo vapor. Há trechos da cidade que você não vê o céu, só as copas.

A cidade tem um trolley (bondinho). Quando vimos o trolley achamos extremamente parecido com o de San Diego (Califórnia/EUA) e depois pesquisando descobrimos que ele veio de lá mesmo! O bonde faz um longo percurso.

Tem muito mais coisas pra fazer em Mendoza, ficamos apenas 2 dias e não queríamos ir. Vale a pena passar mais tempo na cidade!

 

 

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